Compromisso Verdadeiro

 

“Nosso mais urgente compromisso é com a nossa harmonia interior – paz de espírito.

A única forma que temos para auxiliar alguém, de modo efetivo e apropriado, é mantermos equilíbrio no ato da ajuda, ou seja, estabilidade mental, emocional e espiritual.

A crença inadequada chamada “amor salvacionista” e o impulso desmedido de querer resolver desesperadamente os problemas alheios são o início da nossa perda de equilíbrio. Antes de auxiliar os outros, precisamos primeiro aprender a tomar conta de nós.
Se estamos com o coração e a mente sobrecarregados, somos ineficazes para prestar uma real assistência. Sem serenidade de alma, somos míopes espirituais: “Ora, se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco”.
A cegueira íntima não nos permite ver com clareza os limites da verdadeira ajuda. Muitas vezes, ivadimos a individualidade alheia, impedidndo que as criaturas façam suas próprias escolhas, esquecidos de que a decisão delas diante das dificuldades é proporcional ao seu grau de compreensão.
Ninguém deve escolher ou decidir por ninguém.
Por desconhecermos o caminho de aprendizado que Deus reservou para cada um, é que subestimamos a capacidade dos outros de solucionar as suas dificuldades. Devemos respeitar a alteridade – que faz parte da diversidade natural da condição humana – não apenas em nós mas neles também.
Nas práticas do bem comum, o mais importante não é curar, e sim ensinar o doente a convivier com a enfermidade até a auto cura.
Convém repetir: nosso verdadeiro compromisso é com nossa serenidade íntima. A partir dela, será possível ver tudo com nitidez e realizar com moderação.
A paz de espírito nos leva à virtude de “permanecer na medida exata”, proporcionando-nos uma coletânea de ideias e pensamentos que nos facilitam encontrar soluções harmoniosas para os conflitos interiors e, por consequência, para os exteriores.”

Fonte: Um Modo de Entender – uma nova forma de viver. Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed. Editora Boanova.
De nada adianta a leitura sem a prática, né gente? Então estou deixando aqui este link com o audio de 19 minutos com uma meditação deliciosa para auxiliar na auto cura.
Convido vocês a praticar esta meditação por 21 dias e, depois, se quiserem voltem aqui e deixe sua experiência nos comentários.

Vídeo: Yoga Mudra – Meditação de Cura.

Gratidão.

A busca

Numa sociedade onde a noção do sentido cada vez é menor, valorizando o desempenho, o ato-show do super, do hiperperfeito sem substância, desumaniza-se o individuo, entregando-se ao pavor, gerando-o, ou indiferente a ele.

O ser humano se vê perdido no meio de tanta informação. Sem discernimento, ele, inseguro, agarra-se a amontoar coisas e cuidar do ego deixando de lado o seu desenvolvimento integral. Com tudo isso, não é difícil entender a indiferença pela ordem, pelos valores éticos, pelo asseio ao corporal. Como assevera Joanna de Ângelis, vivíamos antes numa época de hipocrisia, de uma falsa moral que mascarava os erros através de tabus e superstições, levando a fatores atuantes na desagregação da personalidade.

A mudança de hábito possibilitou a mudança de algumas fobias, mas impôs outros padrões comportamentais de massificação, levando ao modismo, ao desequilíbrio de comportamentos extravagantes. Houve troca de conduta, mas não renovação saudável na forma de encarar-se a vida e de vivê-la.

Diante disso não se tem muita opção: ou se coloca numa postura competitiva, repressora, violenta e agressiva que chega as raias da perversão, ou o homem busca mecanismos de proteção emocional que o levam à acomodação, à agressão, por medo e busca da sobrevivência, pois se encontra com receio de ser consumido, esmagado pela massa crescente ou pelo desespero avassalador.

Perde-se o idealismo e o homem se vê comprimido onde todos fazem a mesma coisa, assumem iguais composturas, passando de um compromisso para outro numa ansiedade constante. Tem-se a preocupação de parecer triunfador, de responder de forma semelhante aos demais, de ser bem recebido e considerado, causando a desumanização do individuo, que se torna um elemento complementar do agrupamento social.

O resultado é Continuar lendo “A busca”

Atribulados e Perplexos

Este texto é o de número 102 do livro Vinha de Luz.

Atribulado: adj. Aflito, atormentado, magoado.

Perplexo: adj. Indeciso, supreso.

Mas jamais angustiados e desanimados.

Boa Leitura! 🙂

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.” – Paulo. (II CORÍNTIOS, 4:8.)

Desde os primeiros tempos do Evangelho, os leais seguidores de Jesus conhecem tribulações e perplexidades, por permanecerem na fé.

Quando se reuniam em Jerusalém, recordando o Mestre nos serviços do Reino Divino, conheceram a lapidação, a tortura, o exílio e o confisco dos bens; quando instituíram os trabalhos apostólicos de Roma, ensinando a verdade e o amor fraterno, foram confiados aos leões do circo, aos espetáculos sangrentos e aos postes de martírio.

Desde então, experimentam dolorosas surpresas em todas as partes do mundo. A idade medieval, envolvida em sombras, tentou desconhecer a missão do Cristo e acendeu-lhes fogueiras, conduzindo-os, além disso, a tormentos inesperados e desconhecidos, através dos tribunais políticos e religiosos da Inquisição.

E, ainda hoje, enquanto oram confiantes, exemplificando o amor evangélico, reparam o progresso dos ímpios e sofrem a dominação dos vaidosos de todos os matizes. Enquanto triunfam os maus e os indiferentes, nas facilidades terrestres, são eles relegados a dificuldades e tropeços, à frente das situações mais simples.

Apesar da evolução inegável do direito no mundo, ainda são chamados a contas pelo bem que fazem e vigiados, com rudeza, devido à verdade consoladora que ensinam.

Mas todos os discípulos fiéis sabem, com Paulo de Tarso, que “em tudo serão atribulados e perplexos”, todavia, jamais se entregarão à angústia e ao desânimo. Sabem que o Mestre Divino foi o Grande Atribulado e aprenderam com Ele que da perplexidade, da aflição, do martírio e da morte, transfere-se a alma para a Ressurreição Eterna.

Aja com calma

Gosto muito dos textos do site http://www.momento.com.br , são muito edificantes e trazem uma reflexão leve. Nos incentivam a compreensão das nossas atitudes, que muitas vezes já estão no “automático”, e não somos capazes de identificar.

Quando concluir a leitura deste texto acesse o site e se delicie com as centenas de outros que tem por lá.

Boa leitura! 🙂

Não se deixe consumir pelas excitações e nervosismos desses dias tão agitados. Procure fazer tudo com calma. É compreensível que num tempo em que ainda se afirma que tempo é dinheiro, você tenha os ímpetos comuns da época, quais sejam os de ganhar e ganhar, temendo as necessidades futuras.

É justificável que você corra de um lado para outro, na busca dos bons negócios, da conquista de melhores mercados, na busca, enfim, dos lucros.

É admissível que você não tenha tempo para se alimentar devidamente, para repousar um pouco, para meditar um pouquinho ou para orar.

Entendemos, meu irmão e minha irmã, que cada um dos seus negócios ou cada uma das suas ocupações lhe exija atenção e envolvimentos especiais.

Entretanto, vale a pena não esquecer que tudo isso é secundário para a vida da alma, porque tudo isso vai ficar sobre o pó do mundo.

Foi Jesus que nos recomendou Continuar lendo “Aja com calma”

A Afabilidade e a Doçura

LÁZARO

Paris, 1861

            A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.

            A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.

            Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus.

Fonte: O Evangelho Segundo Espiritismo , Capítulo 9 – Bem-aventurados os mansos e os pacíficos, itém I.

O que se deve entender por Pobres de Espírito?

“Sempre que escuto ou leio o título desta passagem do Evangelho eu me lembro do choque que levei quando o li a prmeira vez. Depois que terminei de ler pude ver a importância de estudar qualquer tema, texto ou artigo independente do título que ele leve.

Se, depois que você ler ainda ficar com dúvidas de um tempo para sua mente, reflita sobre o assunto, e leia novamente até que o entendimento venha.”

 

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

(São Mateus, V: 3)              

                A incredulidade se diverte com esta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como com muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito, entretanto, Jesus não entende os tolos, mas os humildes, e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos.

                Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus. Essa tendência a se acreditarem superiores a tudo leva-os muito freqüentemente a negar o que, sendo-lhes superior, pudesse rebaixá-los, e a negar até mesmo a Divindade. Continuar lendo “O que se deve entender por Pobres de Espírito?”

Processo da Autocura – Parte 4 (última)

Aqui está a última parte dos posts sobre a autocura.

Divido uma grande quantidade de trabalho não pude postar semana passada como prometido. Mas…aqui está. Antes tarde do que nunca. 🙂

Boa leitura!

 

4º Canalização dos pensamentos e das emoções para o amor, a compaixão, a justiça, a equanimidade e a paz.

 

A preservação do pensamento otimista predispõe a um estado emocional receptivo à saúde. Fácil, pois, se torna canalizá-lo para as expressões nobilitantes do amor, da compaixão, da justiça, da equanimidade e da paz.

O amor, que é o élan mágico que unirá todas as criaturas um dia, deve ser cultivado na condição de experiência nova, que o exercício converterá em um hábito, em um estado normal do Espírito.

A sua força restaura a confiança nos homens e na vida, porquanto, a sua presença produz estímulos, facultando que, periodicamente, o sangue receba renovação de cargas de adrenalina, produzindo revigoramento orgânico.

Pela sua óptica os acontecimentos apresentam angulações antes não percebidas, permitindo que as emoções não se entorpeçam, nem se exaltem, ao mesmo tempo em que predispõe o individuo à compaixão, fator humanizador da criatura. Continuar lendo “Processo da Autocura – Parte 4 (última)”