Um Lembrete Sobre a Paz

Cuide da sua paz Blog

         A minha paz é minha responsabilidade.
Se eu saio do meu ponto de equilíbrio é um sinal de ausência no presente. Quando vivo presente estou atenta as minhas emoções e pensamentos, sou capaz de perceber, sou capaz de perceber quando ela se tornam inconstantes. O desequilíbrio acontece por estou me preocupando com algo que está no futuro ou remoendo coisas do passado. Para superar as mágoas e a vergonha, trabalho o perdão e auto perdão. Para a ansiedade, medito e aceito.
A Maneira como me relaciono (ações e reações) com o outro é responsabilidade minha. A maneira como o outro se relaciona (ações e reações) comigo é responsabilidade dele(a).
Quando vivo no momento presente eu confio, porque sei que o agora é a única coisa que tenho.
Ser gentil comigo mesma é estar no presente. Ser gentil comigo mesma, é cuidar da minha paz.

        A meditação tem me auxiliado muito neste processo de conscientização. Existem vários métodos de meditação. Vou deixar aqui um dos que eu mais gosto de praticar.

    Instruções: Clique no link abaixo. Deite-se ou sente-se confortavelmente, de preferência num ambiente silencioso e escuro. Respire fundo, inspirando lentamente pelo nariz e expirando lentamente pela boca. Enquanto estiver respirando fundo concentre-se somente na sua respiração. Repita a respiração até que você comece a sentir seu corpo relaxar. Então fecho os olhos, e deixe sua mente livre. Não se apegue a nenhum pensamento que passar por ela, somente observe. Pratique o tempo que for desejado. Após a meditação você pode escrever sobre os pensamentos, insights ou emoções que observou.

Free Flow Meditation – Stress Relief

Gratidão.

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A Pressa

Trust the process

Quem nunca se pegou repetindo o mesmo ciclo de novo, de novo e de novo. Se colocando nas mesmas situações inumeras vezes, talvez com pessoas diferentes, em lugares diferentes, mas sempre tendo que encarar as mesmas dificuldades. Talves você se pegue com frequência em relacionamentos turbulentos, buscando a felicidade no outro. Ou nas mesmas discuções com os familiares, aquelas longas e cansativas brigas de ego que nunca nos levam a lugar nenhum. Ou rodeado de pessoas que não tem nada a ver com você, para se sentir parte de algo. Ou falando sim para tudo e todo mundo por que você tem receio do que as pessoas vão pensar de você, se por um instante, você disser aquilo que realmente pensa.
Quem nunca se sentiu como um hamster correndo na rodinha da “Busca pelo Autoconhecimento”?

Essas repetições acontecem por que não estamos reconhecendo os aprendizados que esses ciclos tem para nos ensinar. Então nos apegamos a essas situações, porque a nossa essência sabe exatamente o que precisa ser aprendido, mas muitas vezes estamos tão revestidos pelas camadas de proteção que nosso ego criou que não conseguimos ver o que está bem ali, na nossa frente.

Um dos grandes hábitos que venho notando, começando por mim, é essa sede que temos de chegar em algum lugar. Queremos sempre cruzar logo a, tão esperada, linha de chegada. Por que é lá está a nossa felicidade.
Refletindo sobre isso eu me pergunto e te pergunto: E o que tem lá? Como vai ser depois que eu atravessar essa linha?
Então eu notei que é assim que funcionamos, com tudo. Somos ensinados a acreditar que só há felicidade depois que cruzarmos uma linha de chegada.

Desde de pequenos nós escutamos que seremos mais felizes quando terminarmos a faculdade, quando acharmos um emprego que nos pague bem, ou quando comprarmos uma casa, depois que contruirmos uma família, ou quando nossos filhos forem adultos e bem sucedidos, e por fim a vida plena que só alcançamos após a morte.

Vocês percebem o que eu estou dizendo? Não nos ensinam a aprender com os processos entre uma conquista e outra. Muito pelo contrário, nos ensinam que esse processo é doloroso mas que a reconpensa é boa. Sendo assim, faça o que você tem que fazer o mais rápido possível para chegar “lá” e ganhar o seu prêmio. Forme-se por volta dos 23 anos; Case antes dos 30; Compre uma casa aos 35; Tenha filhos antes dos 40. E assim vai…

Não me espanta estarmos na era da depressão.

Já se perguntaram o porquê tanta pressa? Ou aonde você quer chegar?
A gente corre que nem doido por ai, mas no fundo não sabe onde quer chegar. Eu estou com 32 anos e continuo em busca do meu propósito.

Serão nesses processos que teremos que lidar com a nossas vulnerabilidades, dores, vergonhas, medos, responsabilidades. E quando precisamos encarar o que nos causa inconforto, e olhar para nossas sombras, preferimos nos entorpecer, usando qualquer coisa que nos ajude a atravessar esse período rapidamente e sem dor. Porque quem sofre é fraco.

E o que há de errado com a tristeza, a frustração, a descepção, o medo? Nada. Absolutamente nada.

Pense em tudo que já aconteceu na sua vida até hoje, todos as experiências que você já viveu. Quais forão as situações que te fizeram mais forte, mais amoroso, mais leve, mais conectado com você mesmo, que te fez transcender, vivo?

Tenho certeza que as respostas não estarão relacionadas às vezes que você foi para o bar ou balada beber com os amigos, ou ficou em casa enchando a cara e assistindo pornografia, ou jogando video game, ou passou horas rolando o dedo nas timelines das suas mídias sociais, ou usando drogas.

Mas posso escutar respostas como: quando eu ajudei um amigo numa situação dificil ou até mesmo um desconhecido; Depois de uma sessão de terapia difícil; Após meditar; Quando questionei minhas próprias atitudes perante uma situação que jurava estar com a razão; Quando achei que não ia dar conta, mas tomei coragem, encarei e segui em frente; Quando respeitei meu momento e fiquei sozinho; Quando chorei como uma criança afogada no travesseiro; Quando refleti sobre minhas emoções, sobre meu dia; Quando pratiquei yoga depois de um dia daqueles; Quando pedi desculpas.

Não há maneira de evoluir espiritualmente, transcender ou nos compreender melhor se estamos entorpecendo os sentimentos encarregados de nos auxiliar nesses processos de autoconhecimento.

Não existe qualquer coisa parecida com entorpecimento emocional seletivo. Existe uma gama de emoções humanas e, quando entorpecemos a escuridão, tembém entorpecemos a luz.” Brené Brown

E é ai que está um grande erro, a pressa.

Não sei dizer, exatamente, onde isso começou, mas essa prerrogativa de que quem sofre e de quem se recolher nos momentos de tristeza ou de dificuldade é fraco está nos depreciando lenta e dolorosamente.

A dor é um processo como qualquer outro e merece atenção. Quando algo bom acontece vamos correndo comemorar para prolongar essa alegria e fazer daquele momento algo especial.
Pois bem, quando os sentimentos sombrios batem devemos senti-los e refletir sobre eles. Quais são as nossas resposabilidades diante do que está acontecendo? (Acredite, sempre temos responsabilidades, não importa o quanto pareça que não) Qual é o aprendizado que eu não estou reconhecendo?
Precisamos olhar para as nossas sombras, aceita-las e compreende-las, por que só assim podemos transformar dor em aprendizado, e tornar um momento de dificildade em algo especial.

Isso não quer dizer que você deve permitir-se afundar na bad, e se deixar levar por ela, alimentando sentimentos como culpa, arrependimento, vitimismo. A proposta é pegar esses sentimentos, tira-los de dentro do seu coração, coloca-los na mesa e contempla-los, para entender o seu processo. Só assim você vai entender de onde veio e para onde quer ir.

A sombra é sábia gente linda. Temos muito à aprender com ela.
Aprecie-a com atenção.

 

Com carinho.

 

Fluorite - Blog O Equilibrio
(Fluorite é uma pedra de cura multi-dimensional trazendo ordem para o caos. Ela auxilia na cura dos corpos espiritual, emocional e mental e, também, auxilia na tomada de decisões.)

 

 

Compromisso Verdadeiro

 

“Nosso mais urgente compromisso é com a nossa harmonia interior – paz de espírito.

A única forma que temos para auxiliar alguém, de modo efetivo e apropriado, é mantermos equilíbrio no ato da ajuda, ou seja, estabilidade mental, emocional e espiritual.

A crença inadequada chamada “amor salvacionista” e o impulso desmedido de querer resolver desesperadamente os problemas alheios são o início da nossa perda de equilíbrio. Antes de auxiliar os outros, precisamos primeiro aprender a tomar conta de nós.
Se estamos com o coração e a mente sobrecarregados, somos ineficazes para prestar uma real assistência. Sem serenidade de alma, somos míopes espirituais: “Ora, se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco”.
A cegueira íntima não nos permite ver com clareza os limites da verdadeira ajuda. Muitas vezes, ivadimos a individualidade alheia, impedidndo que as criaturas façam suas próprias escolhas, esquecidos de que a decisão delas diante das dificuldades é proporcional ao seu grau de compreensão.
Ninguém deve escolher ou decidir por ninguém.
Por desconhecermos o caminho de aprendizado que Deus reservou para cada um, é que subestimamos a capacidade dos outros de solucionar as suas dificuldades. Devemos respeitar a alteridade – que faz parte da diversidade natural da condição humana – não apenas em nós mas neles também.
Nas práticas do bem comum, o mais importante não é curar, e sim ensinar o doente a convivier com a enfermidade até a auto cura.
Convém repetir: nosso verdadeiro compromisso é com nossa serenidade íntima. A partir dela, será possível ver tudo com nitidez e realizar com moderação.
A paz de espírito nos leva à virtude de “permanecer na medida exata”, proporcionando-nos uma coletânea de ideias e pensamentos que nos facilitam encontrar soluções harmoniosas para os conflitos interiors e, por consequência, para os exteriores.”

Fonte: Um Modo de Entender – uma nova forma de viver. Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed. Editora Boanova.
De nada adianta a leitura sem a prática, né gente? Então estou deixando aqui este link com o audio de 19 minutos com uma meditação deliciosa para auxiliar na auto cura.
Convido vocês a praticar esta meditação por 21 dias e, depois, se quiserem voltem aqui e deixe sua experiência nos comentários.

Vídeo: Yoga Mudra – Meditação de Cura.

Gratidão.

A busca

Numa sociedade onde a noção do sentido cada vez é menor, valorizando o desempenho, o ato-show do super, do hiperperfeito sem substância, desumaniza-se o individuo, entregando-se ao pavor, gerando-o, ou indiferente a ele.

O ser humano se vê perdido no meio de tanta informação. Sem discernimento, ele, inseguro, agarra-se a amontoar coisas e cuidar do ego deixando de lado o seu desenvolvimento integral. Com tudo isso, não é difícil entender a indiferença pela ordem, pelos valores éticos, pelo asseio ao corporal. Como assevera Joanna de Ângelis, vivíamos antes numa época de hipocrisia, de uma falsa moral que mascarava os erros através de tabus e superstições, levando a fatores atuantes na desagregação da personalidade.

A mudança de hábito possibilitou a mudança de algumas fobias, mas impôs outros padrões comportamentais de massificação, levando ao modismo, ao desequilíbrio de comportamentos extravagantes. Houve troca de conduta, mas não renovação saudável na forma de encarar-se a vida e de vivê-la.

Diante disso não se tem muita opção: ou se coloca numa postura competitiva, repressora, violenta e agressiva que chega as raias da perversão, ou o homem busca mecanismos de proteção emocional que o levam à acomodação, à agressão, por medo e busca da sobrevivência, pois se encontra com receio de ser consumido, esmagado pela massa crescente ou pelo desespero avassalador.

Perde-se o idealismo e o homem se vê comprimido onde todos fazem a mesma coisa, assumem iguais composturas, passando de um compromisso para outro numa ansiedade constante. Tem-se a preocupação de parecer triunfador, de responder de forma semelhante aos demais, de ser bem recebido e considerado, causando a desumanização do individuo, que se torna um elemento complementar do agrupamento social.

O resultado é Continuar lendo “A busca”

Atribulados e Perplexos

Este texto é o de número 102 do livro Vinha de Luz.

Atribulado: adj. Aflito, atormentado, magoado.

Perplexo: adj. Indeciso, supreso.

Mas jamais angustiados e desanimados.

Boa Leitura! 🙂

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.” – Paulo. (II CORÍNTIOS, 4:8.)

Desde os primeiros tempos do Evangelho, os leais seguidores de Jesus conhecem tribulações e perplexidades, por permanecerem na fé.

Quando se reuniam em Jerusalém, recordando o Mestre nos serviços do Reino Divino, conheceram a lapidação, a tortura, o exílio e o confisco dos bens; quando instituíram os trabalhos apostólicos de Roma, ensinando a verdade e o amor fraterno, foram confiados aos leões do circo, aos espetáculos sangrentos e aos postes de martírio.

Desde então, experimentam dolorosas surpresas em todas as partes do mundo. A idade medieval, envolvida em sombras, tentou desconhecer a missão do Cristo e acendeu-lhes fogueiras, conduzindo-os, além disso, a tormentos inesperados e desconhecidos, através dos tribunais políticos e religiosos da Inquisição.

E, ainda hoje, enquanto oram confiantes, exemplificando o amor evangélico, reparam o progresso dos ímpios e sofrem a dominação dos vaidosos de todos os matizes. Enquanto triunfam os maus e os indiferentes, nas facilidades terrestres, são eles relegados a dificuldades e tropeços, à frente das situações mais simples.

Apesar da evolução inegável do direito no mundo, ainda são chamados a contas pelo bem que fazem e vigiados, com rudeza, devido à verdade consoladora que ensinam.

Mas todos os discípulos fiéis sabem, com Paulo de Tarso, que “em tudo serão atribulados e perplexos”, todavia, jamais se entregarão à angústia e ao desânimo. Sabem que o Mestre Divino foi o Grande Atribulado e aprenderam com Ele que da perplexidade, da aflição, do martírio e da morte, transfere-se a alma para a Ressurreição Eterna.

Aja com calma

Gosto muito dos textos do site http://www.momento.com.br , são muito edificantes e trazem uma reflexão leve. Nos incentivam a compreensão das nossas atitudes, que muitas vezes já estão no “automático”, e não somos capazes de identificar.

Quando concluir a leitura deste texto acesse o site e se delicie com as centenas de outros que tem por lá.

Boa leitura! 🙂

Não se deixe consumir pelas excitações e nervosismos desses dias tão agitados. Procure fazer tudo com calma. É compreensível que num tempo em que ainda se afirma que tempo é dinheiro, você tenha os ímpetos comuns da época, quais sejam os de ganhar e ganhar, temendo as necessidades futuras.

É justificável que você corra de um lado para outro, na busca dos bons negócios, da conquista de melhores mercados, na busca, enfim, dos lucros.

É admissível que você não tenha tempo para se alimentar devidamente, para repousar um pouco, para meditar um pouquinho ou para orar.

Entendemos, meu irmão e minha irmã, que cada um dos seus negócios ou cada uma das suas ocupações lhe exija atenção e envolvimentos especiais.

Entretanto, vale a pena não esquecer que tudo isso é secundário para a vida da alma, porque tudo isso vai ficar sobre o pó do mundo.

Foi Jesus que nos recomendou Continuar lendo “Aja com calma”

A Afabilidade e a Doçura

LÁZARO

Paris, 1861

            A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.

            A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.

            Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus.

Fonte: O Evangelho Segundo Espiritismo , Capítulo 9 – Bem-aventurados os mansos e os pacíficos, itém I.