A Pressa

Trust the process

Quem nunca se pegou repetindo o mesmo ciclo de novo, de novo e de novo. Se colocando nas mesmas situações inumeras vezes, talvez com pessoas diferentes, em lugares diferentes, mas sempre tendo que encarar as mesmas dificuldades. Talves você se pegue com frequência em relacionamentos turbulentos, buscando a felicidade no outro. Ou nas mesmas discuções com os familiares, aquelas longas e cansativas brigas de ego que nunca nos levam a lugar nenhum. Ou rodeado de pessoas que não tem nada a ver com você, para se sentir parte de algo. Ou falando sim para tudo e todo mundo por que você tem receio do que as pessoas vão pensar de você, se por um instante, você disser aquilo que realmente pensa.
Quem nunca se sentiu como um hamster correndo na rodinha da “Busca pelo Autoconhecimento”?

Essas repetições acontecem por que não estamos reconhecendo os aprendizados que esses ciclos tem para nos ensinar. Então nos apegamos a essas situações, porque a nossa essência sabe exatamente o que precisa ser aprendido, mas muitas vezes estamos tão revestidos pelas camadas de proteção que nosso ego criou que não conseguimos ver o que está bem ali, na nossa frente.

Um dos grandes hábitos que venho notando, começando por mim, é essa sede que temos de chegar em algum lugar. Queremos sempre cruzar logo a, tão esperada, linha de chegada. Por que é lá está a nossa felicidade.
Refletindo sobre isso eu me pergunto e te pergunto: E o que tem lá? Como vai ser depois que eu atravessar essa linha?
Então eu notei que é assim que funcionamos, com tudo. Somos ensinados a acreditar que só há felicidade depois que cruzarmos uma linha de chegada.

Desde de pequenos nós escutamos que seremos mais felizes quando terminarmos a faculdade, quando acharmos um emprego que nos pague bem, ou quando comprarmos uma casa, depois que contruirmos uma família, ou quando nossos filhos forem adultos e bem sucedidos, e por fim a vida plena que só alcançamos após a morte.

Vocês percebem o que eu estou dizendo? Não nos ensinam a aprender com os processos entre uma conquista e outra. Muito pelo contrário, nos ensinam que esse processo é doloroso mas que a reconpensa é boa. Sendo assim, faça o que você tem que fazer o mais rápido possível para chegar “lá” e ganhar o seu prêmio. Forme-se por volta dos 23 anos; Case antes dos 30; Compre uma casa aos 35; Tenha filhos antes dos 40. E assim vai…

Não me espanta estarmos na era da depressão.

Já se perguntaram o porquê tanta pressa? Ou aonde você quer chegar?
A gente corre que nem doido por ai, mas no fundo não sabe onde quer chegar. Eu estou com 32 anos e continuo em busca do meu propósito.

Serão nesses processos que teremos que lidar com a nossas vulnerabilidades, dores, vergonhas, medos, responsabilidades. E quando precisamos encarar o que nos causa inconforto, e olhar para nossas sombras, preferimos nos entorpecer, usando qualquer coisa que nos ajude a atravessar esse período rapidamente e sem dor. Porque quem sofre é fraco.

E o que há de errado com a tristeza, a frustração, a descepção, o medo? Nada. Absolutamente nada.

Pense em tudo que já aconteceu na sua vida até hoje, todos as experiências que você já viveu. Quais forão as situações que te fizeram mais forte, mais amoroso, mais leve, mais conectado com você mesmo, que te fez transcender, vivo?

Tenho certeza que as respostas não estarão relacionadas às vezes que você foi para o bar ou balada beber com os amigos, ou ficou em casa enchando a cara e assistindo pornografia, ou jogando video game, ou passou horas rolando o dedo nas timelines das suas mídias sociais, ou usando drogas.

Mas posso escutar respostas como: quando eu ajudei um amigo numa situação dificil ou até mesmo um desconhecido; Depois de uma sessão de terapia difícil; Após meditar; Quando questionei minhas próprias atitudes perante uma situação que jurava estar com a razão; Quando achei que não ia dar conta, mas tomei coragem, encarei e segui em frente; Quando respeitei meu momento e fiquei sozinho; Quando chorei como uma criança afogada no travesseiro; Quando refleti sobre minhas emoções, sobre meu dia; Quando pratiquei yoga depois de um dia daqueles; Quando pedi desculpas.

Não há maneira de evoluir espiritualmente, transcender ou nos compreender melhor se estamos entorpecendo os sentimentos encarregados de nos auxiliar nesses processos de autoconhecimento.

Não existe qualquer coisa parecida com entorpecimento emocional seletivo. Existe uma gama de emoções humanas e, quando entorpecemos a escuridão, tembém entorpecemos a luz.” Brené Brown

E é ai que está um grande erro, a pressa.

Não sei dizer, exatamente, onde isso começou, mas essa prerrogativa de que quem sofre e de quem se recolher nos momentos de tristeza ou de dificuldade é fraco está nos depreciando lenta e dolorosamente.

A dor é um processo como qualquer outro e merece atenção. Quando algo bom acontece vamos correndo comemorar para prolongar essa alegria e fazer daquele momento algo especial.
Pois bem, quando os sentimentos sombrios batem devemos senti-los e refletir sobre eles. Quais são as nossas resposabilidades diante do que está acontecendo? (Acredite, sempre temos responsabilidades, não importa o quanto pareça que não) Qual é o aprendizado que eu não estou reconhecendo?
Precisamos olhar para as nossas sombras, aceita-las e compreende-las, por que só assim podemos transformar dor em aprendizado, e tornar um momento de dificildade em algo especial.

Isso não quer dizer que você deve permitir-se afundar na bad, e se deixar levar por ela, alimentando sentimentos como culpa, arrependimento, vitimismo. A proposta é pegar esses sentimentos, tira-los de dentro do seu coração, coloca-los na mesa e contempla-los, para entender o seu processo. Só assim você vai entender de onde veio e para onde quer ir.

A sombra é sábia gente linda. Temos muito à aprender com ela.
Aprecie-a com atenção.

 

Com carinho.

 

Fluorite - Blog O Equilibrio
(Fluorite é uma pedra de cura multi-dimensional trazendo ordem para o caos. Ela auxilia na cura dos corpos espiritual, emocional e mental e, também, auxilia na tomada de decisões.)

 

 

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